2021 e os resultados na Construção Civil
Ainda que estejamos diante de uma pandemia, com inúmeras dificuldades, o setor econômico que tem atingido os melhores resultados é o da Construção Civil.
Em setembro, o nível de atividade da construção voltou a ficar positivo (50,5 pontos) após recuar em agosto (49,7 pontos). Segundo a CBIC, Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil, todas as expectativas do setor são muito positivas para os próximos meses: nível de atividade, novos empreendimentos, compras de insumos e número de empregos.
O Índice de Confiança do empresário da Indústria da Construção também seguiu positivo em outubro e, da mesma forma, está otimista para 2022.
O mercado de trabalho formal da construção também trouxe resultados promissores. Dados do novo CAGED, divulgados pelo Ministério do Trabalho, mostram que o setor gerou, de janeiro a agosto de 2021, quase 238 mil novos postos de trabalho com carteira assinada. Através destes números, a indústria da
construção marca o melhor nível de mão de obra desde o final de 2015, chegando a 2,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada em agosto de 2021.
Porém, apesar das expectativas, o setor deve estar atento às dificuldades que vêm sendo enfrentadas. A falta e o aumento dos custos dos materiais, como temos trabalhado desde 2020 junto às demais entidades, além dos debates e reuniões para solucionar semanas sobre o tema, continuam sendo um dos principais impasses da Indústria da construção. O problema é citado como o maior obstáculo do setor por 54,2% dos empresários na pesquisa de
Sondagem Indústria da Construção, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com o apoio da CBIC.
Os insumos que mais influenciaram esse aumento, segundo o INCC, foram os vergalhões e arames de aço ao carbono, os tubos e conexões de ferro e aço e os tubos e conexões de PVC.
Os números mostram, ainda, que apesar da falta de materiais e o aumento dos preços, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor suba para 5% até o final de 2021, ou seja, um dos maiores crescimentos dos últimos 10 anos.
Com isso, podemos comprovar que a indústria da construção é um dos pilares da economia brasileira. Ainda que com bons resultados, poderíamos estar muito mais à frente. Não há outro setor que tenha suportado uma inflação como a atual.