Caminhos sustentáveis...

Caminhos sustentáveis...

Geral

19/12/2022 15:03

A falta de chuva em diversas regiões do país aponta para uma possibilidade alarmante: a escassez hídrica e a possibilidade de racionamento de água e do tão temido apagão. A crise hídrica é a pior dos últimos 91 anos e o cenário energético está cada vez pior. A estimativa é que a bandeira vermelha, que sinaliza a baixa nos reservatórios e eleva o custo da tarifa de energia, está no patamar dois e deve permanecer assim até o fim deste ano.

Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 90% dos empresários brasileiros estão preocupados com a crise, sendo que o principal receio é o aumento do custo da energia (83%). O estudo aponta também que 63% dos empresários temem o risco de racionamento e, 61%, da possibilidade da instabilidade ou interrupção no fornecimento de energia.

Em Minas Gerais, para auxiliar os empresários e a população a pensarem e adotarem posturas mais conscientes quanto à utilização dos recursos hídricos, a FIEMG lançou a campanha Escassez hídrica e energética – A indústria precisa agir. Márcio Danilo Costa, presidente do Conselho de Energia da FIEMG e vicepresidente da Federação mineira, pontua que a iniciativa tem o objetivo de sensibilizar e oferecer soluções para o setor produtivo. “A disseminação de informações sobre a crise hídrica que estamos vivendo - a pior dos últimos 91 anos, é fundamental para sensibilizarmos a todos e que cada um faça sua parte para superar este desafio, racionalizando o uso da água e da energia”, explica.

Segundo Costa, a Federação apoia o setor produtivo no uso consciente dos recursos hídricos por meio da promoção de reuniões com Grupos Técnicos das indústrias, do acompanhamento das condições do atendimento do sistema elétrico e dos níveis dos reservatórios. “Também contribuímos com a Consulta Pública 114/21 do Ministério de Minas e Energia (MME), enviando proposições de medidas para enfrentamento da crise”, esclarece. A consulta pública teve o intuito de debater a redução voluntária de energia voltada para as indústrias que estão no mercado livre de energia.


Para evitar a escassez hídrica

O gestor chama a atenção para o fato de que os grandes consumidores, como as indústrias, os custos com energia representam mais de 20% do produto e em alguns setores específicos, como os eletroitensivos (ferroligas, alumínio, gases) podem chegar a 70% no custo final do produto. “Os preços elevados decorrentes desse momento impactam diretamente no custo do produto, reduzindo a competitividade industrial”, afirma.

Entretanto, perante a este cenário de escassez hídrica e energética, Costa aponta algumas saídas, como o uso consciente da energia/água e a adoção de medidas de eficiência energética. “Uma das alternativas é a adesão ao programa de redução voluntária do consumo de energia no horário de ponta do sistema. Com essas medidas, além de auxiliar no enfrentamento
da crise hídrica, a indústria pode criar condições para superar este momento”. A portaria que estabelece diretrizes para apresentação de ofertas de Redução Voluntária de Demanda de Energia Elétrica (RVD) para atendimento ao Sistema Interligado Nacional foi publicada no dia 23/08 e, segundo o MME, poderão participar da oferta de RVD os consumidores livres, agentes agregadores, consumidores modelados sob agentes varejistas e os denominados consumidores parcialmente.

O Programa Voluntário de Redução da Demanda (PVD), proposto pelo MME, tem o objetivo de promover a redução do consumo de energia elétrica. Ao aderir ao Programa, os grandes consumidores, como as indústrias, fazem voluntariamente o deslocamento de suas produções, do horário de pico, para outros horários.

Juntos devemos escolher caminhos mais sustentáveis - Para auxiliar o setor produtivo a transformar seus processos, tornandoos mais sustentáveis e conscientes quanto à utilização dos recursos hídricos, a FIEMG, oferece soluções por meio das seguintes áreas técnicas: Assessoria de Energia, Gerência de Meios Ambiente e Instituto SENAI de Tecnologia em Meio Ambiente.


É hora de repensar o consumo
Juntos devemos escolher caminhos mais sustentáveis

Com as chuvas escassas, as bacias hidrográficas mineiras estão em níveis alarmantes. Em 2021, temos vivenciado a pior crise hídrica dos últimos 91 anos. Por isso, são essenciais ações imediatas e repensar o consumo.

Os cenários hídrico e energético brasileiro estão cada dia piores. As chuvas estão cada vez mais escassas e espaçadas em diversas regiões do país. A bandeira vermelha das contas de energia está no patamar 2 e deve permanecer assim até o final deste ano, elevando o custo da tarifa e dos encargos.

Neste contexto, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas - IGAM está realizando um monitoramento para avaliar e estabelecer diretrizes e critérios do uso de recursos hídricos superficiais por regiões do Estado de Minas Gerais.

Uma pergunta fica na cabeça: vai dar para passar o ano sem racionamento e sem apagão? Provavelmente, sim. Entretanto, se não agirmos de forma consciente agora, não será possível atender à demanda de consumo de água e energia do próximo ano.

Juntos devemos escolher caminhos mais sustentáveis. É essencial reduzir o consumo hídrico e energético da sua empresa. É bom para o meio ambiente e para a competitividade de seu negócio. Afinal de contas, consumir menos é produzir com custo menor.


E a FIEMG está aqui para te ajudar

O primeiro passo é pensar em novas relações de fornecimento e captações de água e energia. Investir em soluções que otimizem os processos, gerem eficiência de produção e monitorem gastos é o caminho certo para contribuirmos positivamente para reversão dos cenários de escassez hídrica e energética do Brasil.


Conte com a FIEMG para transformar os processos e reduzir os custos da sua empresa 

Confira nossas soluções sustentáveis para seu negócio


Assessoria de energia 
Quer garantir redução dos custos com energia da sua empresa? Por meio de análise e pré-diagnóstico dos desafios da sua empresa, ofertamos as seguintes soluções customizadas:
• Migração para o mercado livre e autoprodução.
• Indicação de novas modelagens na renovação e renegociação
de contratos para os que já migraram para o mercado livre.
• Formação de grupos de consórcio de geração distribuída para
consumidores de baixa e média tensão.
• Assessoria em eficiência energética.
• Parceria com escritórios especializados em Direito da Energia
para tratar questões sobre cobrança indevida nas contas
(CDE, ICMS e outras demandas).
• Assessoria e acompanhamento dos assuntos relacionados à
regulação do setor elétrico.
• Promoção de fóruns de debate em defesa da indústria.


Gerência de Meio Ambiente
Sua empresa precisa melhorar a gestão dos recursos hídricos? Palestras e assessoria técnica para empresas interessadas no uso adequado da água na indústria, além dos seguintes serviços:
• Estudo de Potencial em Reúso de Água.
• Balanço Hídrico para identificação de potenciais em
economia de água.
• Consultoria para redução e valorização de resíduos.
• Estudo de Potencial em Captação de Água Pluvial.
• Inventários de efluentes e matéria-prima.
• Estudo de Potencial em Economia de Água com Redutores
de Vazão.
• Criação e implantação de Indicadores Ambientais
Customizados em POWER BI.
• Elaboração e análise de legislações para iniciativa pública
ou privada.
• Projetos customizados de sustentabilidade para
desenvolvimento de fornecedores ou setores específicos.


Instituto SENAI de Tecnologia em Meio Ambiente
Quer soluções com foco na ecoeficiência da sua indústria? Por meio de pesquisas e desenvolvimento tecnológico, agregamos valor ao seu produto com as seguintes soluções: 
• Análises ambientais em água, sedimentos, resíduos, solo e ar.
• Uso e reúso da água.
• Controle da poluição da água.
• Tratamento de efluentes industriais
• Gestão de resíduos sólidos.
• Controle da poluição do ar.
• Remediação e proteção do solo.
• Restauração de ambientes degradados.
• Geoprocessamento.

Entre em contato: lboas@fiemg.com.br


Você pode contribuir para evitar a escassez hídrica
Nos setores produtivos ou em nossos lares, o uso consciente dos recursos hídricos é uma missão de todos

Será que é possível contribuir, de maneira simples e prática, para evitar o desperdício de água e energia elétrica? A resposta é sim. Não apenas os cidadãos, em suas casas, mas também, o setor industrial. Este último, segundo Wagner Soares, gerente de Meio Ambiente da FIEMG, ao adotar processos mais limpos e modernos, pode contribuir de maneira significativa para reduzir o consumo e, consequentemente, diminuir o impacto da escassez hídrica.

A água é um item importante nos processos produtivos das fábricas e Soares comenta que, em Minas Gerais, muitas indústrias têm instalações antigas e obsoletas. Segundo o gestor, com maquinários modernos, o desperdício de água nos processos produtivos é muito menor, pois não apenas reduz os vazamentos, como são dimensionados de acordo com o consumo necessário. “Na indústria, um dos principais fatores de redução de consumo é um programa robusto de manutenção de equipamentos que usam água e sua rede de distribuição”, afirmou.

“Atualmente existem tecnologias modernas para a utilização dos recursos hídricos de maneira mais eficaz, eficiente e sem desperdícios, como a água pressurizada”, pontua o gestor. A água pressurizada é um sistema aplicado em projetos hidráulicos, que tem como função controlar a pressão da água em redes de abastecimento.

Soares também esclarece que existem outras alternativas para ajudar que o consumo de água seja mais consciente e o reúso é um deles. O setor produtivo pode reutilizar a água de duas maneiras: reúso interno ou reúso externo. 

Por meio do reúso interno, as indústrias tratam a água já utilizada e a reaproveita em seus processos de produção. Já o método de reúso externo, a empresa adquire água tratada a partir do tratamento de esgoto doméstico que, de acordo com as normas sanitárias, pode ser utilizada pela indústria em alguns setores, como higienização de áreas de circulação e refrigeração. "Na indústria, quando ocorre a redução do consumo de água, também ocorre a redução do consumo de energia elétrica”, reforça Soares explicando que toda a água utilizada pelas empresas passa por bombeamento e reduzindo o tempo deste processo, consequentemente, se reduz o consumo de energia.

Mas, o que podemos fazer para ajudar a evitar o agravamento da crise hídrica no aconchego de nossos lares? Para Soares, introduzir na cultura da população brasileira o hábito de um consumo consciente de água e energia, é algo difícil, mas não impossível. “No Brasil, em que o clima é tropical e semitropical, o banho é utilizado não apenas para a higienização, como para a refrigeração corporal”, afirmou o gestor, comentando que é interessante que cada família se organize e se programe para tomar banhos mais rápidos e também, esperar juntar um número maior de roupas e louças antes de lavar. O hábito de limpar terreiros e calçadas com mangueiras, também deve ser combatido. Afinal, a água não substitui a vassoura.

O gerente de Meio Ambiente da FIEMG ainda reforça que estamos vivendo a pior crise hídrica dos últimos 91 anos. “As estatísticas vêm demostrando que a mudança climática é algo evidente, sendo que a média de pluviosidade dos Rios Doce e São Francisco vem oscilando entre longos períodos de escassez e baixa intensidade de chuvas”. Soares ainda comentou que Minas Gerais não possui uma infraestrutura de retenção da água que cai em excesso, na temporada de chuva, para que ela possa ser utilizada em momentos de escassez. “Esse sistema poderia ser utilizado nos períodos de seca, proporcionando assim, a regularização de vazão dos cursos d'água e evitando a sazonalidade entre escassez e períodos de chuva”, afirma.

Em Minas Gerais, para auxiliar os empresários e a população a pensarem e adotarem posturas mais conscientes quanto à utilização dos recursos hídricos, a FIEMG lançou a campanha Escassez hídrica e energética – A indústria precisa agir.

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